quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais uma mensagem emocionante que me fez chorar!
Obrigado, meu Deus, pelo dom que me deu, por me fazer um instrumento humanizador!

Prezado Prof. Egidio

Meu nome é Júlia, sou professora de uma escola particular classe A que prefiro não dar o nome por causa da história que vou passar. Eu tenho uma aluna de treze anos que é filha de um político bastante conhecido e cursa o sexto ano do Ensino Fundamental.
No dia dos namorados eu pedi para os alunos fazerem uma redação no computador, sobre como eles esperavam encontrar o amor de suas vidas, mas que não colocassem o nome e a entregassem em envelopes iguais que eu distribuí, sem identificação, pois eu queria que os alunos, que estão iniciando a puberdade, colocassem seus sentimentos, fossem sinceros e falassem sobre o amor.
Para a minha surpresa, a redação de uma de minhas alunas trazia a seguinte história, que eu passo abaixo, já corrigida, respeitando a originalidade do texto dessa que é a melhor aluna da minha sala e uma das mais brilhantes que eu já tive em tantos anos de magistério:

Eu gosto de um menino que se chama Fábio, mas a minha família jamais me deixará ficar com ele, pois ele é negro e a tarde, depois de ter aula na escola em que estuda, vende balas no farol para ajudar em casa, porque eles são pobres.
Toda vez que meus pais veem alguma pessoa negra eles debocham, xingam, falam mal e eu não gosto disso. A pessoa nem precisa abrir a boca para eles tratarem mal. Para eles, as pessoas que nascem com a pele escura já vem ao mundo para fazer coisas erradas, ser bandido e favelado. Por isso, quando eu passava perto do Fábio, na hora de atravessar a rua, eu fazia de conta que ele nem estava lá. Mas, enquanto eu não chegava perto dele, eu ficava olhando para aquele menino diferente, para trançado do cabelo, para a cor escura da pele dele e para os seus dentes brancos como o leite. Na minha escola quase não tem gente assim, todo mundo é rico e não tem gente negra rica, pelo menos onde eu moro.
 Na semana passada eu estava triste porque minha gatinha tinha morrido e o Fábio viu a minha tristeza quando eu ia atravessar a rua. Em vez de ele correr até os carros para pendurar as balas no retrovisor, ele veio perto de mim e falou: Menina do cabelo dourado, cadê aquele sorriso lindo?
Eu fiquei sem ação e, meio paralisada, respondi:
- Minha gatinha morreu! - E os meus olhos se encheram de lágrimas.
Na hora ele falou:
- A vida da gente é assim, existem coisas que podemos escolher, mas há outras que quem escolhe é Deus e não podemos fazer nada!
Depois, ele foi até uma sacola que ele pendurava na árvore, tirou um bombom de lá de dentro, correu até onde eu estava e falou:
- Por falar em escolhas, eu escolho você para dar esse bombom, eu comprei agora pouco! Ele é da minha cor, e a minha cor não fui eu que escolhi, mas eu gosto dela e se pudesse, escolheria nascer dessa cor novamente, fico feliz por ter a cor do chocolate, que é doce e todo mundo gosta... embora nem todos gostem de mim por causa da minha cor!
Ele abriu um lindo sorriso e falou:
- Engraçado, né? Tem muita gente que só olha o coração do negro quando o peito dele está aberto! Foi assim com o meu pai, quando ele morreu. Tentaram roubar o coração dele, naquela hora não importava a cor da pele do meu pai, apenas, que ele poderia salvar uma vida de alguém cheio do dinheiro. Minha mãe não deixou o médico vender o coração do meu pai, nem as córneas, ela doou seus órgãos para as pessoas que estavam na fila dos transplantes. Hoje o coração do meu pai bate no peito de um homem branco, que não tem muito dinheiro. Espero que o coração do meu pai ajude esse homem a viver por muito tempo. As córneas foram doadas para uma mulher que nunca tinha visto seus filhos com seus próprios olhos. Já pensou na alegria dela? Para mim, o meu pai é um super-herói, além de nos salvar da enchente que o levou, ele salvou alguém mais e acendeu os olhos de uma mãe que agora pode ver seus filhos.
Eu fiquei olhando para os olhos alegres daquele menino de treze anos, tão inteligente, que já falava e agia como um homem de bem, peguei o bombom sem saber o que dizer e apenas balbuciei:
- Obrigado!
Em seguida, atravessei a rua tropeçando nas minhas próprias pernas.
Quando cheguei à escola, parece que o destino queria aprontar comigo. A professora Júlia nos entregou o livro “Histórias de Valor” que havíamos comprado e pediu que lêssemos a história “O olhar de cada um”, de Egidio Trambaiolli Neto, que conta a história de um menino preconceituoso e de como outro menino o fez enxergar como o preconceito é algo tão banal.
Parecia até que o livro falava comigo, que conhecia os meus pais.
Na saída da escola, torci para que o Fábio estivesse lá, no farol, vendendo suas balas. Eu ia comprar todas as balas que ele ainda não tivesse conseguido vender, só para ajudá-lo. Apertei o passo e, lá estava ele! Eu esperei o farol fechar e fui até perto dele que estava pronto para pendurar suas balas e, em vez de pedir as balas, eu olhei nos olhos dele e disse:
- Eu também gosto! Se eu pudesse escolher eu queria ter nascido da sua cor, ela é linda!
Ele me olhou surpreso. Acho que ele nunca pensou que eu diria isso. Nós não conseguimos parar de nos olhar e ele me deu um beijo, não foi um beijo de novela, foi um selinho, porque as buzinas começaram a tocar, estávamos no meio da faixa de travessia impedindo os carros de passar.
Nós atravessamos a rua, eu abri minha bolsa, de lá tirei todo dinheiro que tinha e disse:
- Eu quero todas as balas que o meu dinheiro puder comprar!
- Não! Não é assim que funciona! – falou Fábio – Não posso aceitar, não seria honesto! Eu te vendo um pacote, o restante eu venderei aqui, amanhã!
Mais uma vez fiquei sem palavras. Ele era honesto, diferente do que meus pais diziam! Eu comprei um pacote de bala e dei a ele o livro Histórias de Valores, que eu acabara de ler na escola e que também me ensinou a ver e conhecer antes de julgar.
Para minha surpresa Fábio sorriu e falou cheio de alegria:
- Caramba! Um livro! Esse sim é o verdadeiro passaporte para se vencer na vida! Você gosta de ler?
- Sim!
- Eu também! Amanhã eu vou te trazer um livro que eu li ontem! Chama-se, A Velha Sentada, é do Lázaro Ramos! Conhece?
- Sei quem é! É o ator! Mas não li o livro dele ainda!
- Só que eu vou te emprestar! Meu irmão ganhou lá na Fundação, tem até o autógrafo dele!
Sabe, professora, eu estou apaixonada pelo Fábio. Eu sei que vou ter de enfrentar o preconceito e a ignorância dos meus pais. Infelizmente, eles não sabem que o mundo é bem maior do que o grupo de amigos falsos que eles têm, que competem para mostrar quem é mais rico. Um bando de idiotas. Mas se eles me amam, terão de deixar que eu ame quem eu quiser. Não importa se ele é negro, pobre e órfão. O que importa é que seus sentimentos e o coração sejam nobres. E isso o Fábio é!

domingo, 15 de julho de 2012

Ontem fui ao teatro assistir à peça, O Bom Canário, a convite do meu amigo Érico Brás, ator do fantástico Ó Pai Ó e agora no ar pela TV Globo, estrelando o programa semanal, Entre Tapas e Beijos, no papel de Jurandir, ao lado de Fernanda Torres e Andreia Beltrão.

Érico Brás e Egidio Trambaiolli Neto

O mais engraçado foi o fato de acabar a energia elétrica quando estavam pela metade da apresentação. Aguardamos alguns minutos e o espetáculo teve de ser suspenso. Eu, meu filho Lucas, sua namorada Pamela e o amigo Douglas (primo de Pamela) teremos de voltar para assistir a peça novamente, como o espetáculo vale a pena, saimos ganhando!

Érico está dando um show na interpretação cômica de um agente literário que tem de se virar com para tentar implacar Jack, um romancista (Joelson Medeiros) que começa a fazer sucesso em uma grande editora. Mas, Jack e é casado com uma louquinha de pedra, Annie (Flávia Zillo) que apronta mil e uma.
Risos garantidos! Quem puder, assista: O Bom Canário - Teatro Eva Herz - Livraria Cultura - São Paulo - SP

sábado, 7 de julho de 2012

Atenção, amigos!
No dia 05/07/2012 eu recebi um e-mail de uma criança (Felipe) que leu meu livro Síndrome de Quê? que me deixou emocionado. Eu destaco o seguinte trecho:
"Eu tenho um vizinho que tem Síndrome de Down, o nome dele é Marcelo, eu sempre ti...
ve medo dele. Quando eu era menor, eu cheguei a jogar pedras nele porque os outros meninos da rua diziam que para mostrar que era corajoso, eu tinha que atirar uma pedra nele e sair correndo. E eu fiz isso muitas vezes, mas nunca acertei, até que uma vez uma pedra que joguei derrubou o óculos dele que caiu no chão e quebrou. Mas, meu medo nunca passou. Depois que eu li o seu livro, eu fui até a casa do Marcelo e falei com a mãe dele que eu queria ler um livro para ele. No começo ela desconfiou, mas deixou e ficou vendo eu ler o seu livro para o Marcelo. No final ele sorriu para mim. Não sei se ele entendeu a história, mas eu entendi que ele havia me perdoado!"
Obrigado Felipe por compartilhar comigo sua experiencia de vida e o seu aprendizado.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que é bom deve ser divulgado!
Vocês estão vendo o rapaz da foto?
Esse menino é um talentoso fotógrafo e um excelente artista!
Visitem o portifolio dele e constatem! Show!!!